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Os caminhos do transporte dos medicamentos

Os caminhos do transporte dos medicamentos

Em maio deste ano, caminhoneiros de todo o Brasil paralisaram as atividades em resposta aos reajustes frequentes no preço do óleo diesel. A greve durou dez dias, causando desabastecimento de alimentos e escassez de remédios em todo o país, com algumas cidades tendo declarado estado de calamidade pública.

Tudo isso foi um reflexo de quanto o sistema de transporte brasileiro é dependente das rodovias. O episódio mostrou que é preciso investir no transporte multimodal; logísticas mais eficientes, com caminhões equipados com motores híbridos; rotas otimizadas que atendam a mais clientes no percurso; e melhoria da alocação de cargas nos caminhões.

Riscos e oportunidades

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) defende que é preciso realizar fortes investimentos em infraestrutura de transporte para que o país possa voltar a crescer de forma rápida e sustentável. Nos cálculos da entidade, para se modernizar e alavancar o desenvolvimento sustentável, o Brasil precisa investir R$ 1,7 trilhão no setor. “O Estado sozinho não conseguirá arcar com todo esse montante. Por isso é necessário garantir a firme e constante participação do capital privado”, alerta Clésio Andrade, Presidente da CNT, acrescentando que o país precisa se tornar atraente para investidores nacionais e estrangeiros, oferecendo segurança jurídica e demostrando claramente quais são os riscos e as oportunidades.

Na visão de Andrade, a melhoria da infraestrutura teria impactos positivos para o setor farmacêutico. “A nossa perspectiva é que novos investimentos em infraestrutura ampliem a produtividade e competitividade das empresas, levando ao um crescimento ainda mais pujante da indústria farmacêutica”, estima.

A avaliação de Sergio Malucelli, Presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), também passa pela infraestrutura. Segundo ele, atualmente existem 47 rodovias federais em estado de conversação entre o “ruim” e o “péssimo”. No entanto, Malucelli observa que o setor de transportes do Brasil necessita se livrar da dependência das estradas. “Embora sejam necessários investimentos nas estradas, não podemos depender de um único modal. É possível explorar os transportes ferroviário, aeroviário e até hidroviário, ainda mais levando em conta que muitos dos nossos rios são economicamente navegáveis”, indica.

O Presidente da Fetranspar sugere que o aproveitamento de outros modais seja realizado por meio de parceiras público-privadas ou de investimentos internacionais. “Mas, para isso, é preciso desburocratizar processos. O que nós queremos é menos papel e mais agilidade do poder público”, defende.

Papel fundamental

Ramon Alcaraz, Especialista em Transporte da Associação Brasileira de Logística (Abralog), acredita que a tecnologia poderá desempenhar um papel fundamental no progresso do setor de transportes. “Os avanços são puxados pela tecnologia e programação inteligente das entregas.

Várias transportadoras já contam com soluções inteligentes de controle dos tempos e movimentos, possibilitando uma melhor utilização da frota e reduzindo a necessidade de caminhões em circulação”, aponta ele, concluindo que focar mais em produtividade e menos na busca por fretes mais acessíveis pode colaborar para a melhoria desse cenário.

Editora Conteúdo/Abgail Cardoso


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